terça-feira, maio 31, 2005

hoje

sentia o cheiro no ar, mas não te podia ver. podia tocar as árvores e senti-las crescer, colher papoilas e ouvir os pássaros. sentir-te ao meu lado, dando-me a mão. mas nunca te vi.

talvez porque tivemos tempo, tudo aquilo foi tão forte. desisti dos impulsos que apenas denunciam incertezas e sentimentos difusos. palavras sem conteúdo, onde me perdia (onde fugiste).

creio que agora é assim, lentamente, que renasce um sonho. da força, do conhecimento. sem nunca te ver. sinto-te aos poucos, tão pouco. aperta-me os ombros para me aconchegares. mesmo que o sol nos cubra e envolva.

contigo, um passo. outro. na estranheza que se transforma em simpatia. no olhar distante que é agora de admiração. nas palavras de circunstância que saem agora num tom suave, discreto, real.

toco-te de novo. ao de leve, como pedem todos os segundos em que nos entrelaçamos. a intensidade do meu mundo está então no teu. ofereces-me pedaços do que deixaste lá atrás, como um segredo que me confias.

sem nunca te ver. colho mais uma flor e prendo-a no cabelo. escondo no bolso o beijo que te roubei. sinto cada instante. sentes tudo em mim. sem falarmos sabemos. e é tão doce acordar assim...

sem regresso

não é pelos grandes (de)feitos que me perdes. mas pelos pequenos instantes em que não soubeste ser.

domingo, maio 29, 2005

parabéns

My favorite thing is to go where I’ve never been. Nothing is ever the same as they said it was. It’s what I’ve never seen before that I recognize”.

Diane Arbus

*
foi como no instante em que te vi. eras um estranho, num espaço que nos separava. nunca tinha estado em ti. sei que no limite do teu primeiro toque houve um sentido. movimentámo-nos numa aura de oposições.
reconheci naquelas palavras um futuro em que não sei (se posso) acreditar. embora todos os pontos de luz sejam meus, porque mos deste. vamos uni-los. numa revelação estreita, mostraste-me o mundo. num olhar atento dizias-me o que não esperava.
não foi preciso abraçares-me para eu sentir que me proteges. somente palavras mudas e desvendaste um segredo. abriu-se um arco-íris em torno do céu e agarrei-o para ti.

hoje, que é o teu aniversário...*

sábado, maio 28, 2005

delírio

queria dizer-te um segredo, porque sei que me ias ouvir.
queria tocar-te na face (lembras-te?), porque sei que ias gostar.
queria compor-te uma música, porque seria só nossa.
queria encostar-me a ti, para dormir com o teu cheiro.
queria pressentir-te ao meu lado, esperando que seja o teu lugar.
queria agarrar-te na mão, porque sei que ias sentir.

tudo.

segunda-feira, maio 23, 2005

saudades?

"tenho saudades tuas", disse-me. acho que sorri naquele momento.
nunca me viu. às vezes parece que o oiço. outras que lhe sinto o perfume. sei de cor as gargalhadas que não existem e pressinto o que o aborrece. consigo imaginar o que traz vestido. sei que tem várias paixões. conversámos durante horas e prometi que este espaço seria dele.

ao Raul, pela cumplicidade que nasceu não sei onde nem de que forma. por partilhar comigo tantos interesses e ideias. por me confiar desejos e pensamentos. por me ver para lá do espelho que lhe revelo.

sequência

há sempre uma altura em que não me quero apaixonar. há sempre um momento em que isso, inevitavelmente, acontece.

ritual

há uma pessoa muito especial para mim que faz anos no próximo fim-de-semana. já dei voltas à cabeça a pensar no que lhe havia de oferecer.
"se fosse eu, gostava que me dessem uma coisa única, especial. um mimo feito a pensar em mim", dizia eu para os meus botões.
lembrei-me que gosto de escrever... e que tenho tanto para lhe dizer...

CAMPEÕES GLORIOSOS

são estas coisas pequeninas que nos enchem o ego!!! ;)

e ninguém pára o BENFICA!!

[agora é que começa a retoma]

sábado, maio 21, 2005

força!


as paixões não se explicam. e a minha pelo BENFICA é tão grande que só desejo o melhor amanhã. para os jogadores, técnicos, dirigentes... e, principalmente, para todos nós, adeptos desde o primeiro momento, que sofremos há 11 anos pelo título!

vamos lá embora, GLORIOSO SLB! amanhã é o nosso dia! :)

clic

o Dani esteve na minha faculdade e quis ver cada recanto. fotografou-a de uma forma que eu nunca tinha visto em 4 anos. e ainda foi a escolha do Olhares.

[vocês não sabem, mas o Dani é um artista. enche de magia tudo o que faz.]

precisa-se!

malta, se conhecerem algum site com cartoons engraçados sobre desporto (não são tiras, como as que saem n'A Bola), deixem-me aqui o endereço, por favor.

se tiverem algum no vosso pc, assim muito giraço, enviem-me para joanapaiva@gmail.com.

ficaria muito agradecida :)*

quinta-feira, maio 19, 2005

cumplicidade

a nossa noite... e mais não digo! ;)

terça-feira, maio 17, 2005

UEFA

é impressão minha ou vejo por aí mais benfiquistas (como euzinha!!) a torcer pelo SCP amanhã? hum... portistas também, boavisteiros conto 2 ou 3... :)

bom, pelo menos a comemoração está marcada. brindes para todos, prometeu a Raq ;)

passageira

descobri que há uma barreira que me limita a imaginação. é muito ténue, entranha-se nos dedos e impede os ditados da inspiração. nem sempre tem uma causa visível, embora esta eu saiba designar.
não vale a pena combatê-la. é esperar que passe e anotar os posts em dívida para escrevê-los mais tarde. continuam por aí?

dia do iogurte

dan up de piña colada :)

[quem é que inventa estas coisas?]

domingo, maio 15, 2005

untitled

sei que tinha imensas coisas para escrever, flashes de memória, observações, apontamentos. mas tudo deixou de fazer sentido.

*
à Bravo, deixo o meu carinho e o meu apoio. não sei viver dias assim, mas quero suportá-los contigo.

*
à Raquel e à Catarina, todas as palavras incondicionais (não só nas fitas) e todos os momentos.

*
à Anita, por estar "sempre presente" (é recíproco, então).

*
à Miguel, por me perceber.

*
à Cata, que me conhece tão bem e surpreende sempre.

*
ao B., que, sem saber, ilumina os dias que se desenrolam numa paleta negra.

[em jeito de desculpa, fica um beijo* a todos os que me lêem e aos que leio, pela ausência e distância.]

quinta-feira, maio 12, 2005

*sad*

if sad is a word, wait outside. i've just found it. it was in the paper you read to yourself. now it's in the heart. and it hurts.
come in, i'll get over it soon...


[não te vi hoje e senti que o teu sorriso podia salvar o dia. brindas-me com um amanhã, B.?]

terça-feira, maio 10, 2005

perdi 5 minutos da minha vida com isto

não sei se é do conhecimento geral, mas a Minhoca é minha prima. só por si, isso explica porque é que me faz estas coisas. é o sangue a falar mais alto, diz ela. é pura maldade, remato eu.

[ressalva: só respondo a estas parvoeiras porque não quero ter 7 anos de azar nem quero morrer esta noite assombrada pela Jena que tem 7 anos e olhos vermelhos. ah, também não me podem acusar de quebrar estas correntes recheadas de sorte]

QUE FAZES NESTE MOMENTO?

além de ser uma rapariga aplicada aos deveres académicos? hum... estou aqui com as fitas de finalistas das minhas meninas à frente e estou com uma crise de inspiração.
entretanto, vou buscar uma maçã, que sem jantar não há cabeça que aguente!

QUE PLANOS TENS PARA ESTE FIM-DE-SEMANA?

sábado: bênção das fitas!! lá vão as miúdas, todas giraças, arrasar na cidade universitária e por os olhos do Policarpo à banda (como diz a Catarina, vamos mostrar-lhe as carnes. e como carne é uma tentação que ele não tem, acho que vai correr tudo bem).
depois, conto ver o SLB-SCP e comemorar pela noite dentro o esperadíssimo título de campeão nacional do meu BENFICA!!!
(não serão toleradas piadas a este último ponto)
domingo será, previsivelmente, um dia de recuperação :)

QUE COISAS TE CAUSAM STRESS NESTE MOMENTO?

neste momento muito preciso (21h33) nada. poderia falar-vos de um problema grave que me está a apoquentar a mona, mas deixarei para um outro post.

QUE FIZESTE DESDE O ACORDAR ATÉ AGORA?

(ver post anterior)

A QUEM IRÁS PASSAR ESTE TESTE FANTÁSTICO?

a alguém de quem não gosto nada?! não se faz oh Couve! estes questionários servem exactamente para quê? se fossem em papel, eu lembrar-me-ia de uma função tão específica quanto mal cheirosa, mas como é virtual...
ainda assim, se tiverem paciência: à Ritinha, que é uma miúda cheia de sorte (és, não és? até recebes estes questionários muito tolos hihi). à Snow, que pensava que se escapava com a história das férias (mas eu apanhei-te a tempo! hihi). e à Catarina ou à Raq, que têm imaginação para dar e vender! além disso, também têm de certeza demasiado tempo livre. ;)

terapias

1. reunião de Erasmus para confirmar a vaga (agora já ninguém ma tira!!) :)
2. tratar de burocracias que sabem tãaaaaao bem: alojamento, planos de estudo, ...
3. almoçar com as amigas e conversar muito (as miúdas são terríveis!)
4. um gelado na esplanada
5. a pasta de finalistas
6. uma ida às compras com as amigas (lojas novas e baratas com coisas giríssimas!! tenho que ser fútil de vez em quando)

*descontraída*

segunda-feira, maio 09, 2005

conversas...

... tolas, sem nexo, apenas porque nos apetece.

Erasmus, Holanda, cogumelos. ordenado. estágios. comida indiana, melhores restaurantes, empregados. o homem do remo. os gémeos e o rabo. lição de indiano, "vou-te ensinar os nomes todos". serviço de urgência. coração. praia. o curso de hidroginástica, "vais ser minha aluna". "não queres ficar aqui por mim?".

"isto é que desmoraliza um homem. estou aqui e tu só resmungas! chega o outro, é só sorrisos e ainda queres ficar mais tempo".

[pudesses tu ler o meu pensamento e verias o teu contorno em cada recanto escondido. nem sabias que afastavas os fantasmas...]

domingo, maio 08, 2005

o Luís desafiou-me a escrever um post sobre a qualidade do ensino superior português. aqui vai.

estou no 4º ano de Ciências da Comunicação na FCSH, Universidade Nova de Lisboa. acho que com alguma propriedade poderei expor alguns pontos que me parecem errados no meu curso.

1. não temos nenhuma cadeira de língua portuguesa. se estamos a formar comunicadores, nomeadamente jornalistas, não seria bom prepará-los? é que já vimos que é errado pressupor que toda a gente que completa o 12º ano e entra numa faculdade sabe ler e escrever correctamente a própria língua.

2. não temos nenhuma cadeira de línguas estrangeiras no departamento. também não nos facilitam o horário, caso queiramos fazê-la num outro. uma coisa é certa: sem aprovação numa língua estrangeira o curso não fica concluído. podemos pagar para frequentar um curso num instituto e esperar que aceitem o certificado que nos passam no final. ou inscrevemo-nos no
exame de inglês (foi o único que fiz) - língua que não treinámos durante anos - e vamos fazer o exame receosos de que a matéria seja difícil. afinal, o exame é de cruzinha e o resultado é "apto" ou "não apto". todos passam e ninguém sabe a nota final.

3. num conjunto de 40 cadeiras que compõem o curso, temos 2 (com sorte 3) que são práticas. o resto é teoria. formam-se apenas académicos e teóricos.

4. a variante de audiovisuais abre apenas as cadeiras suficientes para que a possamos completar (não há mais opções). não existem cadeiras de rádio, apesar de haver um estúdio muito completo, que não é utilizado porque não há quem leccione.

5. o estúdio de televisão tem material arcaico que - descobri há dias- é o mesmo que existia há 20 anos. resta-nos o consolo de, quando todos os computadores do mundo explodirem, nós, estudantes da Nova, sabemos manusear VHS's e mesas de mistura com rodinhas. ah, e estamos mais ou menos habilitados a manusear câmaras do tempo dos afonsinhos.

6. há professores que se dão ao luxo de não por os pés nas aulas (para que é que servem os assistentes, heim?) e têm a lata de dizer que não podem ter em estúdio turnos com mais de 8 pessoas, porque é "anti-pedagógico". os mesmo professores excluem assim alunos pela média (sendo que a nota mais alta da cadeira precedente é 14 e mais de 75% dos alunos que a fizeram tiveram 12), esquecendo-se desse pormenor que quem for aprovado (com um mínimo de 10) na precedência tem o direito de fazer o atelier. mais ainda quando está no último ano do curso (sujeitando-se a ouvir "volte cá para o ano para fazer a minha cadeira").

7. há também aqueles que não cumprem os prazos. já a cadeira foi leccionada no semestre anterior e estamos no fim do ano sem saber as notas. notas essas que são necessárias para a média com que se concorre ao estágio.

[estas são notas breves sobre as quais não me apetece dissertar agora. fica a certeza, porém, de que se soubesse o que sei hoje jamais me teria candidatado a esta faculdade.
ia dizer entretanto que valeu (quase exclusivamente) pelas pessoas. mas depois do que se passou hoje, acho que nem todas merecem essa homenagem.]

sábado, maio 07, 2005

Banco Alimentar

Campanha do Banco Alimentar

dia 07 de Maio de 2005 (turno das 11h às 13h)

mais uma vez lá fomos nós, todas catitas: a Di, a Bravo e eu. desta vez a prima Fifas não veio.

conclusões:

- na época de Natal, na campanha de Dezembro, as pessoas são mais generosas;

- ao fim-de-semana, a maior parte dos portugueses (a ver pela amostra) passa o tempo todo em supermercados. senão, vejamos:

às 11h da manhã tinha pessoas que me diziam já terem contribuído noutro lugar. se a campanha começa às 9h, levantaram-se cedíssimo apenas e só para irem ao hipermercado do outro lado da cidade encher um carrinho para doar ao BA. e, claro, depois vieram ao mais baratinho supermercado do bairro abastecer a própria despensa!

- é quem mais precisa que mais contribui;

- é quem tem mais dinheiro debaixo do colchão (ou lenços ao pescoço, jóias no pulso ou visons no armário) que é mais mão de vaca;

- os estrangeiros acham que os sacos dados à entrada são para levar os géneros à saída;

- a malta nova é mais difícil de convencer, mas acaba (quase) sempre por ajudar;

- as respostas mais comuns entre os velhinhos são "já dei", "dou amanhã" ou "e quem é que me dá a mim?";

- o segurança do Pingo Doce da Almirante Reis é um tangas:

estive 2 horas a tentar convencê-lo a contribuir e ele nada - "estou na minha hora de trabalho"! porém, de 10 em 10 minutos saía para fumar um cigarro (deve ser condição necessária para trabalhar ali ter os pulmões chamuscados). entretanto, tem o descaramento de dizer que é muito bonita esta campanha e devia existir mais vezes ao ano. ah, também é uma vergonha haver poucas pessoas a contribuir. e para que é que dizem 'sim, eu ajudo', se depois deixam os sacos espalhados? (pelo menos, façam como ele: não digam!)

o importante é que a divulgação da campanha nos media está a ter óptimos resultados. tivemos pessoas que foram de propósito ter connosco apenas para doarem alguns alimentos ao BA. :)

***

saio do comboio, a chegar a casa, e apanho um daqueles chatarrões das campanhas do Sapo ADSL.

Chatarrão: já conhece o Sapo?

Eu: já contribuiu para o Banco Alimentar?

[parece surpreendido. aposto que esta resposta é original]

C: o quê?

E: olhe, vá ali ao pingo doce e encha um saquinho para as pessoas que precisam.

C: mas já usa os nossos serviços?

E: já sim. [peta!]

C: e está satisfeita?

E: estou sim. agora vá ajudar o BA!!

[o chatarrão ficou com ar de desalento]

sexta-feira, maio 06, 2005

quando falta imaginação...







Your #1 Match: ENTJ


The Executive
You are a natural leader - with confidence and strength that inspires others.Driven to succeed, you are always looking for ways to gain, power, knowledge, and expertise.Sometimes you aren't the most considerate person, especially to those who are a bit slow.You are not easily intimidated - and you have a commanding, awe-inspiring presence.
You would make a great CEO, entrepreneur, or consultant.

Your #2 Match: ENTP


The Visionary
You are charming, outgoing, friendly. You make a good first impression.You possess good negotiating skills and can convince anyone of anything.Happy to be the center of attention, you love to tell stories and show off.You're very clever, but not disciplined enough to do well in structured environments.
You would make a great entrpreneur, marketing executive, or actor.

Your #3 Match: ENFJ


The Giver
You strive to maintain harmony in relationships, and usually succeed.Articulate and enthusiastic, you are good at making personal connections.Sometimes you idealize relationships too much - and end up being let down.You find the most energy and comfort in social situations ... where you shine.
You would make a good writer, human resources director, or psychologist.

Your #4 Match: ENFP


The Inspirer
You love being around people, and you are deeply committed to your friends.You are also unconventional, irreverant, and unimpressed by authority and rules.Incredibly perceptive, you can usually sense if someone has hidden motives.You use lots of colorful language and expressions. You're qutie the storyteller!
You would make an excellent entrepreneur, politician, or journalist.

Your #5 Match: ESTJ


The Guardian
You're a natural leader and quick, logical decision maker.Goals are important in your life, and you take many steps to acheive them.You enjoy interacting with others, mostly through work related activities.Your high energy level means you are great at getting things done!
You would make a great teacher, judge, or police detective.

27

a Pollie hoje faz anos e deixou esta curiosidade no blog. como curiosa também eu sou, olhem o que encontrei :)

Your Birthdate: June 27
Your birth on the 27th day of the month (9 energy) adds a tone of selflessness and humanitarianism to your life path.
Certainly, you are one who can work very well with people, but at the same time you need a good bit of time to be by yourself to rest and meditate.
There is a very humanistic and philanthropic approach in most of things that you do.

This birthday helps you be broadminded, tolerant, generous and very cooperative.
You are the type of person who uses persuasion rather than force to achieve your ends.
You tend to be very sensitive to others' needs and feelings, and you able to give much in the way of friendship without expecting a lot in return.

o B. é o único homem (e que homem!!) que me deixa literalmente de rastos...


... é o meu treinador :)

quinta-feira, maio 05, 2005

oficial

fui a primeiríssima colocada na faculdade da Holanda, que era a minha primeira opção quando concorri a Erasmus!

*feliz*

quarta-feira, maio 04, 2005

notícia?

foi hoje notícia o caso da menina de 5 anos que foi encontrada morta no rio Douro. parece que era vítima de maus tratos e que foi o pai, ajudado pela avó, que a matou.

na RTP1, Jornal da Tarde, foi notícia de abertura. passaram a peça. tinha um vivo com declarações da educadora de infância da menina: "não percebo, ela parecia tão feliz. nunca suspeitei que fosse vítima de maus tratos. e era uma menina tão linda, loirinha de olhos azuis. como é que lhe foi acontecer uma coisa destas"?

em seguida um directo à porta de um tribunal no Porto. não se passava absolutamente nada. apenas um bando de jornalistas à espera de saber quais as medidas tomadas pelo juíz, depois de ouvir os suspeitos. o jornalista entrevista uma anónima que estava no local.

J: o que pensa deste caso?
A: sou avó de 3 netos e não percebo como é que se pode fazer isto. por muito má que a criança seja, isto não se faz!
J: e porque é que está aqui?
A: porque quero que o juíz prenda esta avó! e se não prender, quando ela sair, estamos aqui todas [umas dezenas de pessoas] para l'e bater. que ela merece uma valente tareia e ser atirada ao chão! se queria matar a criança não era assim!!

depois aparece em estúdio uma representante de uma associação que acompanha famílias de risco em bairros carenciados.
R: nós temos conhecimento destes casos, mas não podemos seguir todos.
J: mas não é função das associações detectarem casos destes?
R: sim, mas as vítimas é que têm que vir ter connosco.
(...)
R: nesta situação, nem acredito que eles desejassem a morte da menina naquele momento.

[sou estudante de jornalismo. tentei ser imparcial e objectiva na apresentação destes factos. repararam que não fiz comentários à margem? (in)felizmente tenho uma (forte) veia humana que ainda me permite a indignação!! se não fosse tão triste, até dava vontade de rir!]

terça-feira, maio 03, 2005

benvindo :)

depois de encher as paredes do meu quarto com poemas, o Ricardo cedeu aos encantos da blogosfera e agora faz-me companhia (e ao Dani) aqui.

?

nunca percebi porque é que existem pontos finais. tornam as frases irreversíveis e as ideias plenas de um sentido que um dia desaparece.

é por isso que não acredito em caminhos traçados. isso torná-los-ia definitivos e retirava-nos o livre arbítrio. e gosto de pensar que a escolha é sempre nossa.

gosto do M. ele sabe. diz que também gosta de mim. então é simples:
eu + ele = nós juntos

mas isso é a minha mente simplista e o meu espírito prático. porque parece que há um espaço paralelo, em que outra realidade tem lugar. perdi-me dela. ou nunca chegou a existir para mim.

numa corrente de pensamentos absurdos, ouvi um sonho que alguém me deu: "se tivesses que morrer agora, quem querias que te segurasse a mão"?
não hesitei, eras tu. porque não se hesita no que se sente. como também não se comanda.

ouvi de novo "e uma memória? dizem que nos últimos instantes, toda a nossa vida surge como um filme diante dos olhos e percebemos que é o último suspiro".
aqui hesitei. seguramente porque não sabia o que dizer. queria rever todos os segundos em que estavas ao meu lado e em que fui feliz, mas isso não era possível. tinha que fechar os olhos e partir.

sorriste-me. lembraste-me que o mundo não pára e que é preciso seguir em frente. tentar, errar, tentar de novo. disseste-me que a dor é um silêncio que se instala, mas não definitivo. o silêncio, acrescentaste, é como as reticências, que escondem segredos e vitórias para lá da muralha.

não te disse, mas morri um pouco. enquanto me seguravas a mão e me beijavas o rosto com a certeza de uma saudade que voa, já não estavas comigo. conformado, apenas isso.

agora fico à tona, à espera do resgate. e não existe uma fórmula matemática que quantifique o que escondo. já não.

gosto de ti. até sempre.

segunda-feira, maio 02, 2005

há imensos sonhos que quero realizar e imensas metas que quero cumprir.

não percebo é por que é que a única que me completa é a única que não posso ter...

contar carneiros (versão moderna)

tenho uns vizinhos adoráveis. sabendo eles que eu sofro de insónias (às vezes), decidiram, ao início da madrugada, ajudar-me a adormecer.

"oh querido, se fizermos sexo, a miúda adormece já, tadinha".
"sim, querida. pomo-nos aqui aos pinotes, atiramos a cama contra a parede e, em vez de contar carneiros (ou qualquer outra variante animal) - que toda a gente sabe que não resulta - deixamo-la contar o número de pancadas"!
uns amores!!

1 pancada, 2 pancadas, 3 pancadas, 4 pancadas... silêncio...

de novo: 1 pancada, 2 pancadas, 3 pancadas... silêncio...

outra vez: 1 pancada, 2 pancadas... silêncio... [estarão a perder o fôlego?]

[assim não!! é dos livros que antes da 19ª pancada seguida ninguém consegue adormecer!]

domingo, maio 01, 2005

Dia da Mãe

sou uma filha desnaturada. a minha mami está aqui e não me deixa mentir. não lhe dou mimos (beijinhos e abraços são coisas que dispenso) e também não lhe comprei uma prenda como os meninos bonitos fazem. para as artes manuais também tenho pouco jeito.
lembrei-me de lhe escrever um mimo, mas quase aposto que ela se derretia em lágrimas (e também sou uma miúda a quem a lágrima fácil incomoda).

então ficou aqui uma memória de um momento eternizado no tempo. e aposto que, mesmo precisando de um olho atento em cima de mim, mesmo precisando que me mudassem a fralda mal cheirosa, que me dessem de comer ou me embalassem para eu não mostrar a minha potência pulmonar... mesmo com tudo isso, eu era uma filhota muito menos chata e mais carinhosa. :)

um beijinho* mami (lambuzado, pode ser?)